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Segundo Amador, são 352 páginas que fazem um mapeamento da poesia contemporânea brasileira, do Pará ao Rio Grande do Sul. “São poetas de estilo inovador, transgressor, especialmente aqueles que começaram a publicar na década de 80. Por isso mesmo, nomes de grande valor ficaram fora da antologia”, explica. A obra apresenta tendências poéticas muito variadas, mas todas se inserem dentro do contexto proposto pelo livro: poemas sem formas nem temas muito tradicionais. “A maioria desses poetas rompe com as formas usuais da poesia e trabalha com temas considerados tabus, como a sexualidade”, afirma Amador. O poeta Cláudio Daniel, um dos organizadores da antologia, junto a Frederico Barbosa – ambos com trabalhos publicados no livro - fala que a obra reúne poetas das mais diversas linhas e matizes, mas afinados com a idéia de invenção,pesquisa estética e rigor. “Numa época em que certo ‘establishment’ universitário quer exorcizar o fantasma da vanguarda para afirmar uma poesia fácil, cotidiana e conformista, nós insistimos em defender a escritura poética crítica e criativa, que busca novas formas estéticas”, ressalta. Frederico diz que a antologia não tem realmente qualquer pretensão de neutralidade, e enfatiza: “A diversidade de fato marca a poesia presente na antologia, mas as duas vertentes poéticas mais comuns no Brasil contemporâneo foram sistemática e intencionalmente ignoradas: a poesia bem comportada, bonitinha mas ordinária, dos neoparnasianos arcaizantes, que se dedicam a criar requintes postiços e defender o retrocesso, e a gratuidade retratista, ingênua e simplista dos neodrummondianos redutores”. Sebastião Uchoa Leite afirmou que se trata de “uma antologia que já nasce clássica”, pois já nasce indispensável para qualquer leitor que se interesse pelos rumos da poesia no Brasil de hoje. A antologia conta com os seguintes poetas: Ademir Assunção, Anelito de Oliveira, Amador Ribeiro Neto, André Dick, Angela de Campos, Antonio Moura, Antonio Risério, Arnaldo Antunes, Cacá Moreira de Souza, Carlito Azevedo, Carlos Ávila, Claudia Roquette-Pinto, Claudio Daniel, Claudio Nunes de Morais, Contador Borges, Donizete Galvão, Eduardo Sterzi, Elson Fróes, Fabiano Calixto, Fabrício Marques, Frederico Barbosa, Glauco Mattoso, João Bandeira, Joca Reiners Terron, Jorge Lucio de Campos, Jorge Padilha, José de Paula Ramos Jr., Josely Vianna Baptista, Júlio Castañon Guimarães, Jussara Salazar, Kleber Mantovani, Lau Siqueira, Luiz Roberto Guedes, Matias Mariani, Maurício Arruda Mendonça, Micheliny Verunschk, Paulo César de Carvalho, Reynaldo Damazio, Ricardo Aleixo, Ricardo Corona, Rodrigo de Souza Leão, Rodrigo Garcia Lopes, Ronald Polito, Sergio Cohn, Takeshi Ishihara, Tarso de Melo. Quem é Amador Natural de São Paulo, Amador Ribeiro Neto mora na Paraíba há 11 anos, onde é professor dos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba. Já publicou poemas em vários suplementos literários em todo o Brasil e em países como Portugal, Espanha e México. Tem vários livros inéditos, entre eles “Poemail” e “Barrocidade”. “Gosto de criar palavras novas. Os neologismos estão em praticamente toda a minha obra”, explica Amador. Recentemente, participou de uma exposição de poetas contemporâneos brasileiros na Finlândia. |
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