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Quanto às escolhas, elas se revelam bastante heterodoxas, pois não se apegam a critérios únicos ou inflexíveis. Por exemplo, quanto a limites cronológicos rígidos. Eles tendem a privilegiar nomes contemporâneos recentes. Alguns podem passar por novíssimos. Mas isso é desmentido pela presença de nomes que se encontram já em torno dos 40, ou até mais um pouco, uma meia idade poética, pois. Como é mesmo o caso dos próprios antologistas. E é o caso ainda de nomes já ilustres como Angela de Campos, Antonio Risério, Arnaldo Antunes, Carlito Azevedo, Carlos Ávila, Glauco Mattoso, Josely Vianna Baptista, Júlio Castañon Guimarães, Ricardo Aleixo (em ordem alfabética) e outros, com menos divulgação na imprensa ou menores de 40 anos, ou até menos ainda (coitados!). Que todos se revelem inventores, vamos torcer. O certo é que se não podiam ser todos, pelo menos é garantido, pelas presenças seguras de Cláudio Daniel e Frederico Barbosa, o alto critério qualitativo de uma antologia que já nasce clássica. Sebastião
Uchoa Leite
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